Blog
Pólipos Intestinais: o que são, riscos e como a colonoscopia previne o câncer colorretal
Os pólipos intestinais, também chamados de pólipos colorretais, são pequenos crescimentos que se formam na camada mais interna do intestino grosso, região que compreende o cólon e o reto. Apesar de serem relativamente comuns, eles merecem atenção especial porque representam um importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal — um dos tipos de câncer mais prevalentes no Brasil e no mundo.
A boa notícia é que, na maior parte dos casos, os pólipos são benignos, ou seja, não representam câncer. Porém, alguns deles podem sofrer alterações ao longo dos anos e se transformar em tumores malignos. Por isso, o diagnóstico precoce e a remoção desses pólipos são estratégias fundamentais para prevenção da doença.
Neste artigo, você vai entender o que são os pólipos, quais seus principais riscos, como são identificados e qual o papel essencial da colonoscopia no cuidado com a saúde intestinal.
O que são pólipos intestinais?
Os pólipos são formações anormais que surgem a partir de uma proliferação de células na mucosa intestinal. Eles podem variar em tamanho, formato e características histológicas. Em muitos casos, não causam sintomas, o que torna imprescindível a realização de exames preventivos mesmo em pessoas sem queixas gastrointestinais.
Visualmente, os pólipos podem se parecer com pequenas verrugas ou até estruturas semelhantes a cogumelos, dependendo de sua composição e de como se projetam na parede do intestino.
Por que os pólipos merecem atenção?
A maioria dos cânceres colorretais se inicia a partir de um pólipo. Esse processo costuma ser lento, podendo levar anos para que uma alteração benigna evolua para um tumor maligno. Isso dá à medicina uma grande vantagem: tempo para prevenir.
Quanto mais cedo um pólipo é identificado e removido, menor o risco de evolução para câncer. Por isso, a avaliação regular com especialista em coloproctologia, especialmente após os 45 anos, é tão importante.
Tipos de pólipos
Entre os principais tipos, destacam-se:
✔ Pólipos adenomatosos (adenomas)
Têm maior potencial de transformação em câncer, por isso merecem acompanhamento rigoroso.
✔ Pólipos hiperplásicos
Geralmente são benignos e de baixo risco, geralmente localizados no reto e sigmoide.
✔ Pólipos serrilhados
Podem ter risco aumentado dependendo da região e características celulares.
Quais os sintomas dos pólipos intestinais?
Na maior parte dos casos, os pólipos não apresentam sintomas, o que reforça o valor dos exames preventivos. Quando sintomas aparecem, podem incluir:
- Sangramento nas fezes
- Alterações no hábito intestinal (diarreia ou constipação persistente)
- Dor abdominal
- Anemia por deficiência de ferro
- Sensação de evacuação incompleta
Esses sintomas não significam necessariamente que há pólipos ou câncer, mas indicam a necessidade de avaliação médica.
Colonoscopia: o exame que previne o câncer colorretal
A colonoscopia é o exame mais completo e eficaz para identificar e remover pólipos intestinais. Trata-se de um procedimento em que um tubo flexível com microcâmera é introduzido pelo reto, permitindo examinar todo o intestino grosso com alta precisão.
Além da visualização direta, o exame possibilita:
➡ Localizar pólipos
➡ Removê-los (polipectomia) durante o próprio procedimento
➡ Realizar biópsia para análise laboratorial
Ou seja, a colonoscopia é ao mesmo tempo diagnóstica e terapêutica.
Por que remover pólipos é tão importante?
A retirada do pólipo impede que ele se desenvolva ao longo dos anos e aumente o risco de malignização. A polipectomia, quando indicada, é realizada durante a colonoscopia e é, na maioria dos casos, um procedimento seguro e pouco invasivo.
A prevenção é a abordagem mais eficaz contra o câncer colorretal — e isso inclui remover pólipos antes que possam representar qualquer ameaça futura.
Quem deve fazer colonoscopia?
As principais indicações incluem:
- Pessoas a partir de 45 anos, mesmo sem sintomas, conforme recomendações internacionais
- Histórico familiar de pólipos ou câncer colorretal
- Sangramento anal ou retal sem causa esclarecida
- Anemia, alteração nas fezes ou dor abdominal persistente
- Doença inflamatória intestinal (como retocolite ulcerativa ou Doença de Crohn)
A frequência do exame deve ser determinada por um coloproctologista, conforme cada caso.
Alimentação e hábitos que ajudam a prevenir pólipos
Estudos indicam que alguns hábitos de vida estão associados à menor ocorrência de pólipos e câncer colorretal, entre eles:
- Dieta rica em fibras (frutas, verduras, legumes e grãos integrais)
- Redução de alimentos ultraprocessados
- Manutenção do peso saudável
- Prática regular de atividade física
- Hidratação adequada
- Redução do consumo de álcool e cessação do tabagismo
Cuidado especializado em Saúde Intestinal
A prevenção é um gesto de cuidado com a própria vida. Consultar um especialista permite diagnóstico preciso, acompanhamento adequado e intervenção quando necessário.
O texto faz referência ao especialista:
Dr. André Dallago Machado
Coloproctologista
CREMESC 8829 – RQE 5414
Na Dallago Procto Clínica, em Blumenau (SC), os pacientes encontram avaliação especializada e a possibilidade de acesso a exames e tratamentos modernos voltados à saúde do intestino.